Nos últimos
tempos intempéries da vida assolaram minha tranquilidade e testam minha
fé. Digo isso com a tranquilidade de um cristão decidido em sua crença.
Porém, neste momento volto-me não sobre minha fé, e sim, pretendo
apontar como as pessoas fazem diferenças em nossas vidas, e de pronto,
nos atraindo para um rumo feliz e prospero, pois são exemplos a ser
seguidos.
Conheço algumas
pessoas assim, mas vou me prender a discrição de apenas uma delas, a
qual a chamarei de "Douto", pois o Douto, aqui tratado, é um homem
ético, fugaz e altivo. Portanto, o Douto. O Douto é douto, não pela sua
aparente soberba, mas, pela sua grandeza teórica e sua formidável
sensibilidade de líder. Ora, para enveredar pelo "polímero
multifacetário de atividades", que "vulgarmente" chamo de advocacia, é
necessário ter tais qualidades. Pois não vejo com ser um douto sem
disciplina e altivez, as quais são inerentes ao Douto em questão.
Na realidade, o
Douto é uma pessoa a qual pode se chamar de douto, pois a nobreza do
termo é característica subjetiva intrínseca ao seu proceder profissional
e pessoal. O que constato como liderado pelo Douto, é a sua sagacidade
moral. É notório nas atitudes do Douto o emprego da razão Kantiana, pois
quando o Douto perfaz críticas ela se empreende com a mais refinada
educação e com a mais "advocatícia" fundamentação. Pois, quando ele
cobra resultados, nos cede condições, sejam elas, físicas, emocionais
e/ou teóricas.
"O Líder"
poderia ser sim seu cognome! Mas, o título de Douto combina mais, tenho
toda certeza. Este Douto, de palavras fortes, ouve, apreende, assimila,
enfim, estuda! Ele e seu respectivo estudo causam admiração, a qual
poucos podem ter a honra de ser, dela, alvo, pois ser "temido e amado" é
privilégio de príncipes, já nos enunciou Maquiavel. De forma humilde,
mesmo que parecendo um idolatra, tento tecer uma singela homenagem ao
Douto, o qual me eleva e me faz crescer com suas críticas sempre
construtivas, com seu posicionamento firme e ético diante das traições,
com sua educação advinda da nobreza de seus antepassados, e com a sua
disciplina de pesquisador e estudante.
Enfim, apenas,
tenho por finalidade deixar clara a premissa de que o mundo precisa de
mais pessoas assim. Logo, é latente a necessidade de procedermos com a
razão, com ética, prudência, solidez e com a investigação dos céticos.
Precisamos de líderes, precisamos de mais doutos!
João Pessoa, PB; 26 de outubro de 2012.
Charles Leandro Oliveira