sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Douto


Nos últimos tempos intempéries da vida assolaram minha tranquilidade e testam minha fé. Digo isso com a tranquilidade de um cristão decidido em sua crença. Porém, neste momento volto-me não sobre minha fé, e sim, pretendo apontar como as pessoas fazem diferenças em nossas vidas, e de pronto, nos atraindo para um rumo feliz e prospero, pois são exemplos a ser seguidos. 
Conheço algumas pessoas assim, mas vou me prender a discrição de apenas uma delas, a qual a chamarei de "Douto", pois o Douto, aqui tratado, é um homem ético, fugaz e altivo. Portanto, o Douto. O Douto é douto, não pela sua aparente soberba, mas, pela sua grandeza teórica e sua formidável sensibilidade de líder. Ora, para enveredar pelo "polímero multifacetário de atividades", que "vulgarmente" chamo de advocacia, é necessário ter tais qualidades. Pois não vejo com ser um douto sem disciplina e altivez, as quais são inerentes ao Douto em questão. 
Na realidade, o Douto é uma pessoa a qual pode se chamar de douto, pois a nobreza do termo é característica subjetiva intrínseca ao seu proceder profissional e pessoal. O que constato como liderado pelo Douto, é a sua sagacidade moral. É notório nas atitudes do Douto o emprego da razão Kantiana, pois quando o Douto perfaz críticas ela se empreende com a mais refinada educação e com a mais "advocatícia" fundamentação. Pois, quando ele cobra resultados, nos cede condições, sejam elas, físicas, emocionais e/ou teóricas. 
"O Líder" poderia ser sim seu cognome! Mas, o título de Douto combina mais, tenho toda certeza. Este Douto, de palavras fortes, ouve, apreende, assimila, enfim, estuda! Ele e seu respectivo estudo causam admiração, a qual poucos podem ter a honra de ser, dela, alvo, pois ser "temido e amado" é privilégio de príncipes, já nos enunciou Maquiavel. De forma humilde, mesmo que parecendo um idolatra, tento tecer uma singela homenagem ao Douto, o qual me eleva e me faz crescer com suas críticas sempre construtivas, com seu posicionamento firme e ético diante das traições, com sua educação advinda da nobreza de seus antepassados, e com a sua disciplina de pesquisador e estudante. 
Enfim, apenas, tenho por finalidade deixar clara a premissa de que o mundo precisa de mais pessoas assim. Logo, é latente a necessidade de procedermos com a razão, com ética, prudência, solidez e com a investigação dos céticos. Precisamos de líderes, precisamos de mais doutos! 

João Pessoa, PB; 26 de outubro de 2012. 

Charles Leandro Oliveira