POEMAS E POESIAS

Jus postulandi,Amor liberal


Data vênia, Advogada vou te falar
você tem direito de preempção
sobre a liberdade do meu coração

Por favor, me conceda habeas corpus
Para que as amarras desta paixão
Não me vendas ,quando vejo a razão
E não me faça de simples sócio

Com você não quero contrato
Deixe-me livre a cada espaço
Para a nossa convenção

Se ao acaso,uma imprevisão
Atingir a nossa relação
Sinta-se livre a presunção
Da boa fé por minha parte

Quero ser o teu servo, a cada teu novo despertar
A vida galgando, lugares para conquistar
Aconchegando-me aos meus braços, em todas as manhãs

Todo dia, tua dica será súmula
Usarei a gravata “Armani” com alta classe
é assim, que jurista se arruma
Ad causam, és minha “personal stylist” por gratuidade

Levarás contigo a “Louis vuitton”
Seguiremos inteiramente nosso dom
Vade mecum, cada um ao seu trabalho

Desejo que você nunca precise me citar
Ao seu lado, quero estar, mesmo sem precisar
Seguindo meus caminhos, orando por teus passos
Assim Deus, o casal abençoará

Sobre fidelidade fique tranquila
Não ao “to quoque” usei em toda minha vida
Destarte, não é com você, que vou faltar

Quero com você uma troca genética
Vivendo a mesma alma, na eternidade
E se transformando por momentos
Um só corpo, na una estética

Sobre você não terei nem posse, nem propriedade
A priori, que seja livre, com o mesmo intuito
quando vi pela primeira vez a tua imagem

Para que contrato?Se muitos tem distrato
Quero amor a todo tempo instante
Revivendo a substância do primeiro retrato
com olhar na decisão de primeira instância, amante

Sacrifício sempre vem antes do sucesso
Não quero sangue derramado, confesso.
Quero suar pelo povo, neste processo da sociedade

Vamos ser fortes um do outro, não quero te usar
Não só quando, um do outro precisar
Assumo sou ser incompleto, e não quero complemento
Agrupando qualidades, sempre estaremos

Perdoe-me, pela minha juridiquês
Que te afasta, de tudo que falei
E aproxima do poder desta

Sei que em tudo, irás me rebater
É querer advogada, o que dá
Mas que tudo seja diálogo
Para o casal se edificar.

                                                                                  Arthur Richardisson                                      ______________________________________________________________

Papo de Bar


Do mais humilde ao rico amigo
Não sei como se mede as riquezas
se elas vem de felicidade,ou belezas
se vem do humor,ao capital

Quero lhe pedir um favor
Não me chame de Doutor
Por enquanto vou me sentir mal

Doutor é um grau de formação acadêmica
Me chame de Poeta,flui em melhor eloquência
Aproxima dos Nossos Carnavais

Das direções dos conselhos nas horas certas
das parcerias das boêmias,até na incertas
Na amizade , querido amigo, inexiste hierarquia

Então  por favor não venha me bajular
Com vocês,esta situação não quero enfrentar
Lembre-se que se por ventura no boteco

Prezado amigo, Comigo se deparar
ainda  somos aqueles velhos malandros da mesa de bar
Favorito amigo, se no trabalho,de me precisar

Não esqueça que ali é espaço público
portanto advirta-se a retidão que no privado aplico
Dos princípios mais que bíblicos

Dos ditados populares comerciais
Ali nem de esperto se atrevais
Nem muito menos aqui se encurvais

Deus me livre que um dia a minha vaidade devore a humildade
o poder já deverá ter me corrompido,de mim só restará saudade
Nem pelo meu nome me chame mais,desconsidere nossa amizade

Portanto sente-se logo aqui do lado
A cerveja está gelada,do camarão ainda tem o caldo
Vamos bater aqueles bons papos,bem que assimilado

Das mulheres da Manoel Rodrigues,na Beleza articulado
Amanhã é domingo tem a galinha da mulatinha,em Remígio o picado
Vamos falar das últimas aventuras do dálmata;A quanto tempo,dominado

Fazer críticas construtivas a cidade,sonhos desenvolvimentistas
Da falta de cinema, do royal straight Flush da sexta ,do gol da quarta em vista
Do ronco do novo motor, do trabalho voluntário, o qual somos ativistas

Das travessuras de infância,mas que lembranças
das peladas do aconchego,com toda circuvizinhança
Quantas Recordações ,com objetivos para os tempos de bonança

Amanhã a noite vamos o dom da vida agradecer,e a Deus Celebrar
Não está nas Escrituras Sagradas,que é erro com uma dose relaxar
porém amigo,beba tranquilamente,com o vinho não podemos se embriagar

Meu pai dá a liberdade da responsabilidade e do confiar
mas amigo , vamos chegar cedo, tenho caso para morar
E  minha tão amada mãe comigo não pode se preocupar

Arthur Richardisson

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Ronaldo Cunha Lima




"Quando o Poeta silencia em Terra
o Céu regozija em verso
E se a saudade hoje aperta
Recordo é que em lembranças que hoje imerso



Tão Humano , o Poeta Imortal
Fez de Campina Sua Terra Natural
Artista de Deus , Irmão do Povo
Não veremos jamais de novo
Em matéria o que já se eternizou
A Menina Grande declarou o seu amor
A todo universo sua voz fez sentido
Orador nato, a todo povo deu ouvido
No Palácio Paraibano do Criador
Lá Asfora e Vital , São Professor
Do dom de influenciar o apaixonado
Onde Augusto já se sente afortunado
Por ter ao seu lado uma nova estrela divina
Eu tou falando é do Poeta, Ronaldo Cunha Lima

Hoje o Céu tem maior brilho,
porque no Céu, uma nova estrela resplandece ,
das mais belas , que Meu Deus fizeste,
é talvez a estrela de um poeta..."

Arthur Richardisson
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DIREITO E ARTE

Entre Themis e Apolo
O tão belo Apolo                                     
O que faço para me unir a você
A tão bela Themis, não oferecerei colo
Nem consolarei teu repleto viver
A tão adorável Themis
Rasga tuas vendas e podereis ver
Que a balança está quebrada
Mas não é esse meu querer
Prometo ser muito mais fiel
Que teus súditos alienados a pura linguagem
Reprodutores de textos mal contados, cruel
Assim é a inventada verdade
A querido Apolo
Suas obras são tão abertas à liberdade
Meu maior medo Apolo
É perder minha imparcialidade
Ó amada, tão admirada
Tenho medo do que chama imparcial
Sabes que sou livre ao diálogo
E isto é uma mentira nada normal
Permitas ao mínimo a nossa aproximação
E aos nossos súditos e adoradores um diálogo e um debate
Permitindo uma melhor compreensão
Deste mundo, entre vós, não permitas ficar a parte
Fundiremos nossos horizontes
Na liberdade de possibilidades
Histórias que desmonte
O texto sem linguagem e criatividade
A tenho uma paixão imensa
Pela musa da memória
Pertencente a outra crença
Mas que constrói a nossa historia
Em um constante relacionamento
Na autêntica continuidade da memória
No mergulho do pensamento
Das decisões a nossa glória
Relembrando as derrotas e erros do passado
Limitando o arbitrário, estamos à disposição
Com a narração do já explorado
Harmonizando os interesses da nossa junção
Sabendo sempre que no nosso amor quanto mais se sabe
Mas abrimos os olhos que precisamos mais conhecer
Não quero resistência de sabre
Quero a incansável vontade de aprender
Narraremos o contexto das nossas experiências
Argumentaremos a versão
Da nossa existência
Chegaremos o entendimento infinito da nossa visão...

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Conceitos...

Tenho conhecimento do eu, porque o outro é diferente de mim
Me qualifico,porque sei que os outros também são assim
Existo,porque nas diferenças  encontramos a igualdade
E o igual é o mínimo ético necessário,chamado dignidade
Não sou de um tipo pré-concebido ,sou um ser inacabado
É na edificação do bem vivido,que minha construção,tem se dado
Na mistura dos conceitos ,dos conceitos pré formados
Vou destruindo esses conceitos ,conceitos mal formulados
Nos trajes que me visto , posso parecer muito diferente
Mas as disparidades que nos vestem,mostram o quanto a dignidade é eficiente
Nos dilemas que vivemos , o mundo não é tão conseqüente
Estereótipos ,são dogmáticos ,sou um crítico em constância
Na instância dos poderes,refutação tiro relevância
Vou vivendo como posso,sonetos de minha esperança...
Arthur Richardisson Evaristo Diniz




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Relativo ao senso comum
E na dúvida do exato                                                
Na refutação do certo
Relativiza o fato
Os caminhos são abertos
Tudo depende do referencial
Neutralidade inexiste
Justiça imparcial
É a cegueira que insiste
Interprete o caminho
Abstraia o destino
E escreva em um pergaminho
A totalidade singular expressiva
Manda no papel
E na síntese da vida...


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Remanescente de Quilombolas...

Hum sou um neguinho não
Sou um negão
O pronome perjorativo não
Cai na minha mão
Venho de uma Nação
Me trouxeram em embarcação
Me tiraram do meu reino, eu era imperador
Trouxeram pras estas ilhas de nosso Senhor
Terra linda , tem índio e tem explendor
Mas assim como com os nativos exploraram-nos com dor
Fui escravo,nada mudou , hoje sou servidor
Sirvo na terra a uma sociedade que ainda me trata com desamor
Eles tem uma dívida social,
Mas cobrança faz mal
E o reconhecer para nós é sensacional
Nada de maioral
Nem cobrança em sal
Queremos apenas reconhecimento em alto grau
Em Pernambuco fui canavieiro
Fugi , resisti disseram que eu era baderneiro
Mas o que queriam para min é que eu fosse ser mineiro
Pra onde fugi, ficamos costumeiros
O que era na Mãe, somos guerreiros
Tentativas de invasões de um povo inzoneiro
Foram várias investidas
Por nós mal recebidas
Capoeira na cara de gente enxerida
Remexida , subida,sacudida, trepida
Para eles grandes corridas
Para Nós já tinha passado a fugida
Não queremos nada de caridade
Queremos o que é nosso a, terra da irmandade
Não somos arquivos acadêmicos, a nossa imortalidade
Em terras dos nosso gênicos,na infinidade
Da nossa cultura , os costumes da realidade
Grito nossos hábitos ,com toda a brasilidade
Essa nova Lei veio a nos ajudar
Mas fácil de reconhecer ,
Mais fácil de melhorar,
Venho pedir a vós mercê
Que nos venha a calorar
Com um sentimento da causa pertencer
A luta não pode acabar
 Arthur Richardisson

 

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Nos corredores do Direito...

 

 

Nos corredores da Universidade
O calor ferve nossos pensamentos
Sendo futuros juristas
Mais humanos por sentimentos
Dentro da sociedade
Somos Intelectuais Politizados
Elite Pensante
Odiados ou amados
Para os que odeiam mentira pura
Para os que amam, somos a justiça
Da forma mais segura
Observamos a fonte
Monumento que defronte
Nos leva a pensar a realidade...
Arthur Richardisson


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Conflitos ( Em relação ao direito e a vida cotidiana)

Quem só vê nos conflitos, o negativo
Corre o risco de um grande perigo
De entrar em contradição
Não sabe Ele, que o homem não tem uma mesma visão
E que os problemas , são frutos da convivência
Bem administrados são evolução, e mal geram delinqüência
Como diz o ditado popular
Cada cabeça pensa de um jeito e tem o seu lugar
Daí vem os diferentes, produzindo a diferença
Inovando no mundão, com boas conseqüências
Conciliando os mundos de cada um
Mediando os conflitos de um por cada
Dessa forma vale tudo , quando ver da forma adequada...
Arthur Richardisson